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POESIAS ALIVIO DA ALMA

PORTO do RECIFE (1968)


A viagem:


Era um dia de sol radiante

E de lembranças de infância que residia n’alma.

Todas as vezes que a olhava.

E foi o último dia que a vi

E a primeira vez, que nossos olhos e mãos se demoraram

Tanto.


Foi o dia da despedida

Dos olhos rasos de lagrimas

Dos risos tristes e da palavra: “esperança e adeus”

Entre abraços e beijos.


Duas semanas depois...

A carta:


Na primeira carta que chegou para a sua mãe.

A minha mãe, Falo-me: “que ela estava reagindo bem aos tratamentos médico.”

Na segunda carta que tive noticias

Ela estava tão feliz, que a alegria que senti,

Não cabia no meu peito


- Um ano depois...

[?????]


Uma missiva me chegava às mãos...

E não acreditei quando vi de quem era o remetente.

Meus olhos, nem tiveram mais condições.

De chegarem ao final da leitura...

As minhas lagrimas, manchavam a bela caligrafia.

 

Dinho d’ carvalho







                                                         A MORTE DO POETA

 

Não tenho mais vontade de nada

Minha respiração termina aqui

Suportei as vidas materialistas neste mundo

E o ar arrogante de muitas pessoas


Minha antologia poética

Não vestiu e não veste o espírito de ninguém

Escrevi entre a dor e a ternura

Em noite e dias de penúria.


Agora Sepultarei pra sempre

Os meus poemas no escrínio

Coberto com o mortuário da desilusão


                                                                                                        Dinho d’ carvalho